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Carta aos Gaúchos

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Hoje é um dos dias decisivos na minha vida pública. Com a carta, me coloco à disposição da nossa gente e do meu partido, o MDB, como pré-candidato a governador do Rio Grande do Sul.

Carta aos Gaúchos
Hoje é um dos dias decisivos na minha vida pública. Com a carta, me coloco à disposição da nossa gente e do meu partido, o MDB, como pré-candidato a governador do  Rio Grande do Sul.

Nós precisamos que a vida das pessoas no Rio Grande volte a funcionar bem. Agir para criar novas oportunidades e trabalho. Mobilizar energias para impulsionar a produção. Acelerar o nosso ritmo. Vencer a crise. Trocar a incerteza pela vontade e pela confiança para superarmos este momento de dificuldades. Gerar um ambiente econômico dinâmico e de mudança social.

Funcionar bem se fundamenta na esperança de desenvolvimento; precisamos de uma perspectiva clara de um novo rumo — para voltar a crescer. O projeto “Caminhos do RS”, que coordenamos no MDB estadual, busca soluções que possam transformar a situação social e econômica do Estado, com foco em questões que afetam diretamente a vida dos gaúchos. Um trabalho cooperativo, formulado por militantes emedebistas, lideranças de vários setores e especialistas, em que percorremos e ouvimos o Rio Grande. 

O documento responde a situações regionais, interrogações e incertezas, demonstrando, plenamente, que há soluções no horizonte se nos dedicarmos com intensidade a elas.

O novo caminho que propomos é uma plataforma para o governo do Estado construída por quase 5 mil pessoas, produto de um esforço aberto e convergente. A marca partidária não o descaracteriza como referência, já que representa um norte plural e participativo, que traça prioridades no enfrentamento de nossas vulnerabilidades e cria novas dinâmicas. Aprofundar políticas sociais para que possamos inaugurar pessoas. Temos um mapa muito claro e uma direção a seguir. É o que poderá nos devolver um Rio Grande recuperado para voltarmos a liderar o desenvolvimento na região sul do País.  

“Caminhos do RS” é também um instrumento para estimular a inovação, tanto no setor público, em busca de mais eficiência, quanto no setor privado, ao atribuir papel essencial à liberdade de iniciativa, que pode ser parceira em importantes empreendimentos sociais. Para nós, voltar a funcionar bem é lograr êxito em inovações na indústria, no agronegócio e na agricultura familiar; é proporcionar um novo ambiente econômico, com incentivos à competitividade dos nossos produtos; atrair e ampliar investimentos; ofertar mais tecnologia para qualificar serviços; é implantar novas plataformas de educação, com habilitação para um ofício; é oferecer nova energia ao empreendedorismo, uma marca cultural do nosso povo.

Com essas soluções, o Rio Grande poderá funcionar melhor, suplantando as perdas da pandemia e das sucessivas crises. Com oportunidades iguais para milhares de famílias. Vencendo a burocracia e criando um caminho novo em que possamos descartar a dor da fome e da miséria, e se consiga converter os resultados do desenvolvimento em vida digna para as famílias gaúchas. As indicações de mais esperança no futuro também passam pela necessidade de se realizar um terceiro ciclo, em sequência, de um governo comprometido com a reestruturação financeira do Estado, ao complementar a dedicação dos governos Sartori e Leite a este esforço. Esta continuidade, no entanto, precisa ser conjugada com um reequilíbrio no orçamento para que se amplie o investimento social e se viabilize uma forte iniciativa de inserção produtiva.

Tenho um convencimento pessoal tranquilo e definido da necessidade de se propor com energia e serenidade esse novo caminho para o Rio Grande. Por essa razão é que recebi a missão de assumir a pré-candidatura do MDB ao governo. Ela foi proposta pelas bases emedebistas, lideranças e grupos de militantes e a todos já respondi que estou disposto a aceitar esse desafio.

Para isso, trago em minha bagagem a trajetória de 50 anos de atuação na política brasileira, acumulando longa experiência como gestor e como parlamentar. Uma carreira construída como vereador, prefeito, secretário de Estado, deputado estadual e federal. Tive a honra de ser eleito por meus pares para presidir a nossa Assembleia Legislativa do RS e a Famurs.

No Congresso Nacional, conseguimos aprovar quase uma centena de projetos marcantes para a vida do país. Idealizei e presidi a Frente Nacional do Pré-Sal, que lutou pela redistribuição dos recursos da exploração do petróleo em uma equação justa. Fui reeleito de forma inédita para a presidência da Frente Parlamentar da Agropecuária, a mais influente do Congresso Nacional. Também apresentamos medidas de combate à corrupção e ao racismo, e de aprimoramento da Lei Maria da Penha, sempre constituindo visões mais amplas com meus colegas, com diálogo e entendimento. Sempre colocando o “nós” na frente do “eu”.

Este conjunto de experiências nos trouxe uma visão consolidada da importância e da prioridade das políticas sociais e da forma de realizá-las. Trabalhamos sempre a partir de uma construção coletiva, ouvindo e recolhendo manifestações de amplos setores. Foi assim que, como atual presidente da Fundação Ulysses Guimarães, formulamos o projeto nacional de posicionamento de centro político para o MDB — chamado “Todos por um só Brasil” — e, agora, aqui no Estado, o estímulo e o protagonismo dos milhares de emedebistas gaúchos nos levaram à produção do trabalho “Caminhos do RS”. 

Como filho de pequenos agricultores da região de Osório, de origem humilde, entrei para a política para ter e dar voz, empregar energia, abrir portas e arregaçar as mangas para trabalhar pelos que mais precisam. Após mais de 50 anos dedicados ao mesmo partido, é dever também reconhecer a capacidade que o MDB/RS vem demonstrando ao longo de sua história para unir diferenças e afirmar a sua independência e autonomia, especialmente em suas decisões internas.

A relação de confiança no partido, tenho certeza, é recíproca e total. A vocação democrática das bases emedebistas é uma marca já consagrada da história do partido na política rio-grandense. Trata-se de um comportamento que enriquece e qualifica o processo político, e mostra a clara possibilidade de transformar um programa de soluções, como o “Caminhos do RS”, em força eleitoral. Essa relação sempre próxima dos emedebistas com os eleitores gaúchos nos levou quatro vezes ao Palácio Piratini.

 oram quatro governos sem nenhuma mancha de desonra. Pedro Simon, Antonio Britto, Germano Rigotto e José Ivo Sartori foram candidaturas que nasceram no partido e venceram para governar a partir de processos construídos pela base, e deixaram ao Rio Grande um respeitável legado de realizações. As escolhas do MDB sempre foram independentes e forjadas no próprio MDB. Se for eventualmente honrado com a missão de representar o MDB como candidato ao governo, nosso passo posterior a esta decisão partidária será o de buscar a reafirmação dos princípios de harmonia e fidelidade à atual coligação de governo, liderada por Eduardo Leite.

Seguiremos a orientação que sempre adotamos no MDB no sentido de reatar o nosso compartilhamento de ideais e de programas, com a responsabilidade e a aprovação de cada instância partidária. Aos gaúchos e emedebistas, queremos reiterar nosso empenho e compromisso com o projeto “Caminhos do RS”, que tem o propósito de arregimentar forças e estimular o desenvolvimento e a inclusão, de modo que o Rio Grande volte a funcionar para todos, assegurando um futuro de bem-estar às suas gerações nas diversas regiões de nosso Estado.

O que há de melhor no Rio Grande são os gaúchos! 

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